sábado, 21 de outubro de 2017

AS QUATRO TÊMPORAS E AS ROGAÇÕES

As quatro têmporas se referem ao tempo das quatro estações, como tempo de oração. Poderia se dizer que é o tempo cronológico caminhando com o tempo kairós que entra na história para dar significado a santificação do tempo. As rogações são clamores do povo que pede a presença de Deus numa ocasião especial.

Entendendo o que são as quatro têmporas. Segundo o blog Sendarium,

As Quatro Têmporas, como períodos específicos de jejum e penitência associados em sintonia ao ciclo da natureza e às quatro estações do ano, foram formalmente estabelecidas pelo Papa Gregório VII. Aplicadas ao hemisfério sul, a primavera contempla as Têmporas de Setembro (terceira semana de setembro), o verão relaciona-se às Têmporas de Dezembro (tempo do Advento, terceira semana de dezembro); ao outono corresponde as Têmporas da Quaresma (primeira semana da quaresma) e, finalmente, o inverno compreende as Têmporas de Pentecostes, que ocorrem dentro da Oitava de Pentecostes (primeira semana de pentecostes).[1]

Elas estão intimamente ligadas ao percurso do Ano Litúrgico em que se faz a caminhada do kronós com o kairós. Isto é, no tempo da humanidade que caminha fazendo história Deus se faz presença caminhando com seu povo.

Outro momento importante para a humanidade, dentro do percurso do Ano litúrgico são as rogações ou ladainhas. Esta, primeiramente, era rezada nos três dias que antecediam a Ascenção.  Depois da reforma do Vaticano II  recebeu importância particular como momento privilegiado de penitência cabendo aos bispos locais ver a melhor data para estes momentos de súplica invocando a graça de Deus sobre a humanidade.

Estes dois momentos são importante por levarem a humanidade a fazer uma profunda experiência de Deus no tempo presente e no tempo cotidiano. Deus não se afasta do cotidiano humano, mais bem, está nele para construir história com o ser humano, se alegrar com ele e ser apoio e força nos momentos de tristeza. Portanto, as quatro têmporas e as rogações nada mais são do que Deus presente, com toda a sua infinitude, na finitude da humanidade.   


[1] Disponível em <http://www.sendarium.com/2016/03/as-quatro-temporas.html>, acesso em: 15 de ago. de 2016.