As quatro
têmporas se referem ao tempo das quatro estações, como tempo de oração. Poderia
se dizer que é o tempo cronológico caminhando com o tempo kairós que entra na
história para dar significado a santificação do tempo. As rogações são clamores
do povo que pede a presença de Deus numa ocasião especial.
Entendendo o que
são as quatro têmporas. Segundo o blog Sendarium,
As Quatro Têmporas, como períodos específicos de jejum
e penitência associados em sintonia ao ciclo da natureza e às quatro estações
do ano, foram formalmente estabelecidas pelo Papa Gregório VII. Aplicadas ao
hemisfério sul, a primavera contempla as Têmporas de Setembro (terceira semana
de setembro), o verão relaciona-se às Têmporas de Dezembro (tempo do Advento,
terceira semana de dezembro); ao outono corresponde as Têmporas da Quaresma
(primeira semana da quaresma) e, finalmente, o inverno compreende as Têmporas
de Pentecostes, que ocorrem dentro da Oitava de Pentecostes (primeira semana de
pentecostes).[1]
Elas estão
intimamente ligadas ao percurso do Ano Litúrgico em que se faz a caminhada do
kronós com o kairós. Isto é, no tempo da humanidade que caminha fazendo
história Deus se faz presença caminhando com seu povo.
Outro momento
importante para a humanidade, dentro do percurso do Ano litúrgico são as
rogações ou ladainhas. Esta, primeiramente, era rezada nos três dias que
antecediam a Ascenção. Depois da reforma
do Vaticano II recebeu importância
particular como momento privilegiado de penitência cabendo aos bispos locais
ver a melhor data para estes momentos de súplica invocando a graça de Deus
sobre a humanidade.
Estes dois
momentos são importante por levarem a humanidade a fazer uma profunda
experiência de Deus no tempo presente e no tempo cotidiano. Deus não se afasta
do cotidiano humano, mais bem, está nele para construir história com o ser
humano, se alegrar com ele e ser apoio e força nos momentos de tristeza.
Portanto, as quatro têmporas e as rogações nada mais são do que Deus presente,
com toda a sua infinitude, na finitude da humanidade.
[1] Disponível
em <http://www.sendarium.com/2016/03/as-quatro-temporas.html>, acesso em:
15 de ago. de 2016.
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