sexta-feira, 10 de abril de 2015

MÚSICA RITUAL – 2 DOMINGO DA PÁSCOA – 12 DE ABRIL DE 2015

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Pascal, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 2º Domingo da Páscoa. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.
Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembleia, “inseri-la no mistério celebrado” (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico II da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados no CD: Liturgia X, Tempo Pascal Ano B. Encontramos também no Ofício Divino das Comunidades ótimas opções.

1. Canto de abertura. Cristo ressuscitou verdadeiramente (Apocalipse 1,6).  “O Senhor ressurgiu, aleluia, aleluia!”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 1.

2. Refrão para o acendimento do Círio Pascal. “Cristo-Luz, ó Luz bendita,/ Vinde nos iluminar!/ Luz do mundo, Luz da Vida,/ Ensinai-nos a amar!”, CD: Festas Litúrgicas I, melodia da faixa 9.

3. Canto para acompanhar a aspersão com a água. “Banhados em Cristo”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 11 ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 196. Outra ótima opção é o canto “eu vi foi água”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 12 ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 225.

4. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.
O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

5. Salmo responsorial 117/118. “Deus é minha força e coragem”. A pedra angular. “Dai graças ao Senhor porque ele é bom!”; CD: Liturgia X, melodia da faixa 2.

6. Aclamação ao Evangelho.  Felizes os que crêem sem terem visto.  (João 20,29). “Aleluia... Acreditaste, Tomé, porque me viste”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 3. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical ou a versão que está no CD.

7. Refrão após a homilia. “Põe a mão nas minhas chagas, não hesites, crê somente, Aleluia, Aleluia!”. Mesma melodia da música “Celebremos nossa Páscoa, na pureza na verdade, Aleluia, Aleluia!”, e estrofes do Salmo 117, CD: Liturgia X, melodia da faixa 7.

8. Apresentação dos dons. O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração, no Tempo Pascal. “Bendito sejas, ó rei da glória!”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 6.

9. Canto de comunhão. “Não sejas incrédulo mas crê”, (João 20,27). Mesma melodia da música “Celebremos nossa Páscoa, na pureza na verdade, Aleluia, Aleluia!”, e estrofes do Salmo 117, CD: Liturgia X, melodia da faixa 7.
O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do 2º Domingo de Páscoa. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho. É de se lamentar que muitas vezes são escolhidos cantos individualistas de acordo com a espiritualidade de certos movimentos, descaracterizando a missionariedade da liturgia. Toda liturgia é uma celebração da Igreja e não existem ritos para cada movimento e nem para cada pastoral.



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