O canto é
parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para
animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas,
executados com atitude espiritual e,
condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério
celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Pascal, é
preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser
cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério
celebrado. A função da equipe de canto não é
simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 2º
Domingo da Páscoa. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a
Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda
liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma
pastoral ou de um movimento.
Ensina a
Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além
de unir a assembleia, “inseri-la no mistério celebrado” (IGMR nº 47). Nesse
sentido o Hinário Litúrgico II da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão
gravados no CD: Liturgia X, Tempo Pascal Ano B. Encontramos também no Ofício
Divino das Comunidades ótimas opções.
1. Canto de abertura. Cristo
ressuscitou verdadeiramente (Apocalipse 1,6). “O Senhor ressurgiu, aleluia, aleluia!”, CD:
Liturgia X, melodia da faixa 1.
2. Refrão para o acendimento do Círio
Pascal. “Cristo-Luz, ó Luz bendita,/ Vinde nos iluminar!/ Luz do mundo,
Luz da Vida,/ Ensinai-nos a amar!”, CD: Festas Litúrgicas I, melodia da faixa
9.
3. Canto para acompanhar a aspersão com
a água. “Banhados em Cristo”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 11
ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 196. Outra ótima opção é o canto “eu vi
foi água”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 12 ou Hinário Litúrgico II da
CNBB, página 225.
4. Hino de louvor. “Glória a
Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD
Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico
III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso
e outros compositores.
O Hino de
Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é,
voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho.
O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de
Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo,
exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o
Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho
e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou
nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da
assembléia.
5. Salmo responsorial 117/118. “Deus
é minha força e coragem”. A pedra
angular. “Dai graças ao Senhor
porque ele é bom!”; CD: Liturgia X, melodia da faixa 2.
6. Aclamação ao Evangelho. Felizes os que crêem sem terem visto. (João 20,29). “Aleluia... Acreditaste, Tomé,
porque me viste”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 3. O canto de aclamação ao
evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical ou a versão que
está no CD.
7. Refrão após a homilia. “Põe a
mão nas minhas chagas, não hesites, crê somente, Aleluia, Aleluia!”. Mesma
melodia da música “Celebremos nossa Páscoa, na pureza na verdade, Aleluia,
Aleluia!”, e estrofes do Salmo 117, CD: Liturgia X, melodia da faixa 7.
8. Apresentação dos dons. O
canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões,
não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra
acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração, no Tempo Pascal.
“Bendito sejas, ó rei da glória!”, CD: Liturgia X, melodia da faixa 6.
9. Canto de comunhão. “Não sejas
incrédulo mas crê”, (João 20,27). Mesma melodia da música “Celebremos nossa
Páscoa, na pureza na verdade, Aleluia, Aleluia!”, e estrofes do Salmo 117, CD:
Liturgia X, melodia da faixa 7.
O canto de
comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do 2º Domingo de Páscoa. Esta é a
sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é
dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o
Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes
conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da
Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto
significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho
proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o
comungamos no pão e no vinho. É de se lamentar que muitas vezes são escolhidos
cantos individualistas de acordo com a espiritualidade de certos movimentos,
descaracterizando a missionariedade da liturgia. Toda liturgia é uma celebração
da Igreja e não existem ritos para cada movimento e nem para cada pastoral.
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