Pe.
Benedito Mazeti
1.
Prepara o espaço da celebração bem festivo, porque cada domingo é Páscoa
semanal. Não ofuscar as duas mesas principais: mesa da Palavra e o altar.
3. Colocar
próximo à mesa da Palavra, um arranjo e sementes de plantas próprias do lugar,
as quais poderão ser distribuídas no final da Missa para serem levadas para
casa.
AÇÃO RITUAL
Fazer uma
fraterna e alegre acolhida aos irmãos que chegam para a celebração.
Ritos Iniciais
1. É
importante que não se diga nenhuma palavra antes da saudação: nem “Bom dia ou
“Boa noite”, nem comentários ou introduções! Bom dia e boa noite não é
saudação. Primeiro devemos saudar a Trindade.
2. A pós a
saudação o presidente ou o diácono ou outra pessoa pode dar o sentido litúrgico
da celebração com estas palavras ou outras semelhantes:
Domingo da parábola das sementes. Escutando
de Jesus a parábola das sementes, que cresce por si, e do pequeno grão de
mostarda que depois se desenvolve, somos fortalecidos na confiança do seu amor.
Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na vida dos pequenos que
se deixam guiar pela força de Deus.
3. Em seguida
fazer a recordação da vida, trazendo presente os fatos da vida da comunidade,
da cidade, do pais e do mundo, mas em forma orante.
4. O Ato
Penitencial na Missa pode ser concebido como uma atitude de confiança e
esperança na misericórdia do Senhor que socorre os seus na sua fraqueza e
limitação. O amor visceral do Senhor (misericórdia, segundo Lucas 1,78) nos
alcança. Essa é a experiência da piedade divina. Lembrando-nos que piedade é a
tradução de “pietas” que em latim traduz o grego “eleos”, palavra conservada
ainda no Kyrie “eleison”, significando o carinho de Deus para com suas
criaturas e a confiança dessas em sossegar-se em seu aconchego. Não confundir o
Ato penitencial com pedidos de perdão.
5. Sugerimos
que a motivação para o Ato Penitencial seja a fórmula I da página 390 do Missal
Romano:
O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da
Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser todos pecadores
e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.
Após um momento de silêncio, usar
a fórmula 5 do Missal Romano, página 394:
Senhor, que sois a plenitude da verdade e da
graça,
Cristo, que nos tornastes pobre para nos
enriquecer,
Senhor, que viestes para fazer de nós um
povo santo,
6. Cada
Domingo é Páscoa semanal, cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).
7. Na Oração
do Dia tomamos consciência de que sem Deus, o homem, na sua fraqueza, não pode
nada; precisa da graça para querer e agir conforme a vontade de Deus.
Rito da Palavra
1. Motivar
para um momento de silêncio após a homilia, relacionando-o ao silêncio da
semente que germina embaixo da terra. Em seguida um(a) solista entoa,
alternando com a assembléia, em forma de responso: “A Palavra do Pai do céu/ É
semente que cai no coração” (bis). Prepara bem teu terreno,/ Cuida da tua
plantação!” (bis). Está no Ofício Divino das Comunidades nº 307, página 424.
2. As preces,
como ressonância da Palavra proclamada, sejam elevadas do Ambão, evitando-se
formas indiretas: “para que...”, “pela nossa...”, “a fim de que...”. recordem o
aspecto memorial e a suplica seja feita com base no que foi recordado. São
formas de se valorizar a Palavra na celebração. Por exemplo: Jesus, Divino
Semeador, a vossa Palavra foi espalhada qual semente pelo mundo, dai-nos a
graça de cultivá-la e, dando frutos de justiça em nossa comunidade, seja
compartilhada em todos os ambientes nos quais nos fazemos presente. A aclamação
da assembléia deve ter caráter de súplica, como por exemplo: “Atendei-nos,
Senhor”.
Rito da Eucaristia
1. Na
procissão das oferendas, além do pão e do vinho, levar uma porção de sementes
que, no final da celebração, poderão ser abençoadas e distribuídas para quem
quiser plantá-las.
2. Na Oração sobre
as Oferendas, contemplamos o pão e o vinho como alimento de renovação da vida
cristã.
3. A Instrução
Geral do Missal Romano (IGMR) nos ensina no número 74: “o canto da preparação
das oferendas acompanha a procissão das oferendas e se prolonga pelo menos até
que os dons tenham sido colocados sobre o altar”. Na celebração de hoje, que o
canto termine neste momento, a fim de que a assembléia acompanhe as duas belas
orações de apresentação, com as quais o presidente da celebração bendiz a Deus
pelos dons: “Bendito sejais, Senhor, Deus
do universo, pelo pão que recebemos da vossa bondade, fruto da terra e do
trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar o pão da
vida.” E “bendito sejais, Senhor Deus do universo, pelo vinho que recebemos de
vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos
apresentamos a para nós vai tornar o vinho da salvação”. Outra opção é não
ter canto nesse momento e assembléia acompanhar em silencio contemplativo as
duas orações.
4. Sugerimos o
Prefácio dos Domingos do Tempo Comum IX, página 436 do Missal Romano. A
assembléia está reunida para escutar a Palavra de Deus e repartir o Pão
consagrado. Pode ser também o Prefácio Comum VI, onde contemplamos Cristo como
Palavra viva, isto é, Palavra fecunda, página 461 do Missal.
Ritos Finais
1. Na Oração
depois da comunhão suplicamos que a comunhão eucarística sacramento da união
dos fiéis, nos mantenha no amor de Deus e na comunhão da Igreja.
2. Antes da
bênção final, fazer a bênção das sementes:
Pres: “Ó Deus
da vida, fazei frutificar toda boa semente e toda obra boa. Abençoai estas
sementes símbolos do vosso Reino, para que cresçam e produzam abundantes
frutos. Com elas, cresça também o nosso compromisso de orientar toda a nossa
vida no serviço do vosso Reino e nossa vida seja uma constante ação de graças. Por
Cristo, nosso Senhor. Amém”. Em seguida distribuir as sementes.
Dar a bênção
solene do Temo Comum V, Missal Romano, página 526.
3. As palavras
do rito de envio devem estar em consonância com o mistério celebrado: “Sejam
semeadores da Palavra de Deus”. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!”
4. Após a
bênção final, com a exemplo da Liturgia das Horas, caberia muito bem uma
saudação a Mãe do Senhor que acolheu a Semente do Verbo no seu ventre fecundo.

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