quarta-feira, 10 de junho de 2015

ORIENTAÇÕES PARA A PREPARAÇÃO DO ESPAÇO SAGRADO E AÇÃO RITUAL PARA 11º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

Pe. Benedito Mazeti


              ESPAÇO CELEBRATIVO

            1. Prepara o espaço da celebração bem festivo, porque cada domingo é Páscoa semanal. Não ofuscar as duas mesas principais: mesa da Palavra e o altar.
            2. A cor litúrgica é o verde nos paramentos no ambão. Pode-se também destacar o verde na mesa do altar.
3. Colocar próximo à mesa da Palavra, um arranjo e sementes de plantas próprias do lugar, as quais poderão ser distribuídas no final da Missa para serem levadas para casa.


AÇÃO RITUAL

Fazer uma fraterna e alegre acolhida aos irmãos que chegam para a celebração.

Ritos Iniciais

1. É importante que não se diga nenhuma palavra antes da saudação: nem “Bom dia ou “Boa noite”, nem comentários ou introduções! Bom dia e boa noite não é saudação. Primeiro devemos saudar a Trindade.
2. A pós a saudação o presidente ou o diácono ou outra pessoa pode dar o sentido litúrgico da celebração com estas palavras ou outras semelhantes:

Domingo da parábola das sementes. Escutando de Jesus a parábola das sementes, que cresce por si, e do pequeno grão de mostarda que depois se desenvolve, somos fortalecidos na confiança do seu amor. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na vida dos pequenos que se deixam guiar pela força de Deus.

3. Em seguida fazer a recordação da vida, trazendo presente os fatos da vida da comunidade, da cidade, do pais e do mundo, mas em forma orante.
4. O Ato Penitencial na Missa pode ser concebido como uma atitude de confiança e esperança na misericórdia do Senhor que socorre os seus na sua fraqueza e limitação. O amor visceral do Senhor (misericórdia, segundo Lucas 1,78) nos alcança. Essa é a experiência da piedade divina. Lembrando-nos que piedade é a tradução de “pietas” que em latim traduz o grego “eleos”, palavra conservada ainda no Kyrie “eleison”, significando o carinho de Deus para com suas criaturas e a confiança dessas em sossegar-se em seu aconchego. Não confundir o Ato penitencial com pedidos de perdão.
5. Sugerimos que a motivação para o Ato Penitencial seja a fórmula I da página 390 do Missal Romano:

O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser todos pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

Após um momento de silêncio, usar a fórmula 5 do Missal Romano, página 394:

Senhor, que sois a plenitude da verdade e da graça,
Cristo, que nos tornastes pobre para nos enriquecer,
Senhor, que viestes para fazer de nós um povo santo,

6. Cada Domingo é Páscoa semanal, cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).
7. Na Oração do Dia tomamos consciência de que sem Deus, o homem, na sua fraqueza, não pode nada; precisa da graça para querer e agir conforme a vontade de Deus.

Rito da Palavra

1. Motivar para um momento de silêncio após a homilia, relacionando-o ao silêncio da semente que germina embaixo da terra. Em seguida um(a) solista entoa, alternando com a assembléia, em forma de responso: “A Palavra do Pai do céu/ É semente que cai no coração” (bis). Prepara bem teu terreno,/ Cuida da tua plantação!” (bis). Está no Ofício Divino das Comunidades nº 307, página 424.
2. As preces, como ressonância da Palavra proclamada, sejam elevadas do Ambão, evitando-se formas indiretas: “para que...”, “pela nossa...”, “a fim de que...”. recordem o aspecto memorial e a suplica seja feita com base no que foi recordado. São formas de se valorizar a Palavra na celebração. Por exemplo: Jesus, Divino Semeador, a vossa Palavra foi espalhada qual semente pelo mundo, dai-nos a graça de cultivá-la e, dando frutos de justiça em nossa comunidade, seja compartilhada em todos os ambientes nos quais nos fazemos presente. A aclamação da assembléia deve ter caráter de súplica, como por exemplo: “Atendei-nos, Senhor”.

Rito da Eucaristia

1. Na procissão das oferendas, além do pão e do vinho, levar uma porção de sementes que, no final da celebração, poderão ser abençoadas e distribuídas para quem quiser plantá-las.
2. Na Oração sobre as Oferendas, contemplamos o pão e o vinho como alimento de renovação da vida cristã.
3. A Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) nos ensina no número 74: “o canto da preparação das oferendas acompanha a procissão das oferendas e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar”. Na celebração de hoje, que o canto termine neste momento, a fim de que a assembléia acompanhe as duas belas orações de apresentação, com as quais o presidente da celebração bendiz a Deus pelos dons: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos da vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar o pão da vida.” E “bendito sejais, Senhor Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos a para nós vai tornar o vinho da salvação”. Outra opção é não ter canto nesse momento e assembléia acompanhar em silencio contemplativo as duas orações.

4. Sugerimos o Prefácio dos Domingos do Tempo Comum IX, página 436 do Missal Romano. A assembléia está reunida para escutar a Palavra de Deus e repartir o Pão consagrado. Pode ser também o Prefácio Comum VI, onde contemplamos Cristo como Palavra viva, isto é, Palavra fecunda, página 461 do Missal.

Ritos Finais

1. Na Oração depois da comunhão suplicamos que a comunhão eucarística sacramento da união dos fiéis, nos mantenha no amor de Deus e na comunhão da Igreja.
2. Antes da bênção final, fazer a bênção das sementes:

Pres: “Ó Deus da vida, fazei frutificar toda boa semente e toda obra boa. Abençoai estas sementes símbolos do vosso Reino, para que cresçam e produzam abundantes frutos. Com elas, cresça também o nosso compromisso de orientar toda a nossa vida no serviço do vosso Reino e nossa vida seja uma constante ação de graças. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”. Em seguida distribuir as sementes.

Dar a bênção solene do Temo Comum V, Missal Romano, página 526.

3. As palavras do rito de envio devem estar em consonância com o mistério celebrado: “Sejam semeadores da Palavra de Deus”. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!”
4. Após a bênção final, com a exemplo da Liturgia das Horas, caberia muito bem uma saudação a Mãe do Senhor que acolheu a Semente do Verbo no seu ventre fecundo.


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